sábado, 30 de maio de 2009

Eu sobrevivi à grande epidemia

Quase não se falou em outra coisa durante pelo menos um mês, o incrível hype de sucesso sensacionalista da gripe suína. Mais famosa que os Beatles, mais explosiva que os Rolling Stones, mais pesada que o Ronaldo, mais aterrorizante que o Nazismo e, UAU, mais charlatã que o time do Fluminense. Gripe Suína, o povo realmente acreditou em seu potencial.
Baseando-se no anseio pela desgraça para ter o que falar nos almoços de domingo, o brasileiro parou, aterrorizado, em meio a incrível ameaça da gripe. Praticamente contamos, um por um, cada novo caso constatado da doença e, imediamente, o número de mortos multiplicou-se por cinquenta em nossas mentes controladas por um medo delicioso responsável por quebrar a monotonia da leitura entediante das mesmas ladainhas estúpidas. Não demorou muito para ouvirmos o primeiro paspalho à mesa: “cara, a gripe suína já matou milhares lá no México e nos Estados Unidos”.
É o milagre da multiplicação, onde 95, noventa e cinco, somam-se aos 25 mil mortos anualmente por acidentes de trânsito. Só no Brasil.
Pânico, receio, pessoas utilizando máscaras em aeroportos nacionais quando a gripe sequer tinha atingido o país, pessoas desmarcando suas viagens para a Europa (?) e Estados Unidos. O valor da passagem para o México caiu 95% e, no final das contas, a única coisa que consigo pensar é: eu sobrevivi à Dengue!
Não venham-me com paspalhices de porcos, eu sobrevivi a TRÊS epidemias de verdade, onde a última, inclusive, teve meu bairro como principal foco (sabe a piadinha? “você mora bem. Bem no foco da dengue”, pois é). O Méier foi assolado por inúmeros casos da doença, esta sim, destruidora por completo. Vi meu irmão jorrando sangue pelo nariz, vi minha mãe hospitalizada a sério, vi meu vizinho praticamente dar adeus, sendo salvo nas últimas. Eu vi, de camarote, o que foi uma doença que, em poucos meses, atingiu 250 mil pessoas e matou mais de 200 APENAS no Rio de Janeiro. Um estado, um pentelho do mundo, com um índice muito mais assustador que essa falsa ameaça aterrorizante global que, no mundo inteiro, infectou 13 mil pessoas.
As notícias desapareceram. Aparentemente, o sensacionalismo perdeu o sentido, ao ponto que as pessoas começaram a fazer as contas. Antes, acompanhava-se o jornal para saber, com medo de verdade, quantas pessoas haviam morrido por dengue naquele dia. Agora, acompanha-se tediosamente para descobrir: “sobe para dez o número de casos da gripe no Brasil - Infectado é do Rio e passa bem”.
Acordem-me quando houver uma ameaça de verdade. Ate lá, a precaução é necessária, mas o medo é descartável. O que me lembra, aliás: recicle seu lixo, ele pode matar mais que a gripe suína. Mas ei! Com essas coisas ninguém se preocupa, afinal… Não dá Ibope.



Fonte: www.haznos.org

Continue lendo >>

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Laranja-Ecologia


Visando atingir um maior número de visitantes, o laranja começou o laranja-ecologia, contribuindo com o mundo e dando dicas para vocês também ajudarem, também postaremos empresas que ajudam fazendo a sua parte !!!

Continue lendo >>

Mar mais poluido do mundo



O mar mais sujo do mundo
Berço da civilização ocidental, o Mar Mediterrâneo banha 21 países e abriga praias e enseadas paradisíacas que atraem nada menos que 200 milhões de turistas por ano. Uma pesquisa recente conduzida pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, e pela entidade ambientalista Greenpeace mostra que o Mediterrâneo ostenta também uma credencial nada louvável - ele é o mais poluído dos mares do planeta (veja a imagem). Para quem acha que jogar lixo na praia é coisa de Terceiro Mundo, uma surpresa: a sujeira mais visível do Mediterrâneo é justamente aquela produzida pelo turismo.
O estudo calcula que todo ano 15 milhões de toneladas de detritos - principalmente garrafas e outras embalagens plásticas - são lançados nas areias e nas águas azuis das praias da Itália, da França e da Espanha. Cerca de 30% desses detritos permanecem visíveis na superfície e os demais 70% são responsáveis por um enorme estrago na fauna. Focas e tartarugas confundem os objetos plásticos com alimentos e os transformam em refeições fatais. Calcula-se que 50 000 focas morram por ano dessa forma, número dez vezes superior ao das que são capturadas por caçadores.
Com 46 000 quilômetros de costa densamente ocupados, o Mediterrâneo sofre também com 9 milhões de toneladas de resíduos industriais e domésticos não tratados que chegam a suas águas todo ano. Nas cidades litorâneas da Itália, apenas 63% da população está conectada a redes de tratamento de esgoto. Já a Grécia contribui com 70% da poluição por produtos químicos utilizados na agricultura, lançados em rios que deságuam no Mediterrâneo. Os 220 000 navios que fazem rota em suas águas despejam nelas anualmente 630 000 toneladas de petróleo, provenientes tanto de acidentes como de operações de carga e descarga.
Qualquer solução para tornar o Mediterrâneo menos poluído esbarra nas enormes diferenças econômicas e culturais dos países que ele banha. Uma legislação para evitar a poluição dos rios que nele deságuam, por exemplo, teria de ser aprovada por nações tão díspares quanto Líbia e França, Espanha e Argélia. A Unep, agência da ONU para questões ambientais, mantém um plano de ação para combater a sujeira no Mediterrâneo, mas encontra dificuldade em conseguir dados oficiais de diversos países sobre as atividades que geram poluição. Enquanto o plano não avança, torce-se para que os turistas façam sua parte.
A cada ano, as águas do Mediterrâneo recebem:• 9 milhões de toneladas de resíduos industriais e domésticos não tratados, 60% produzidos por França, Itália e Espanha;• 15 milhões de toneladas de detritos produzidos por 200 milhões de turistas que visitam suas praias;• 600.000 toneladas de petróleo derramadas por navios durante o movimento de carga e descarga e 30.000 toneladas perdidas em acidentes;• Redes de pesca e embalagens plásticas, responsáveis pela morte de 50.000 focas, que confundem esses objetos com alimentos.
Leia também:Aquecimento nas alturasChuva demais até para o clima inglês
Berço da civilização ocidental, o Mar Mediterrâneo banha 21 países e abriga praias e enseadas paradisíacas que atraem nada menos que 200 milhões de turistas por ano. Uma pesquisa recente conduzida pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, e pela entidade ambientalista Greenpeace mostra que o Mediterrâneo ostenta também uma credencial nada louvável - ele é o mais poluído dos mares do planeta (veja a imagem). Para quem acha que jogar lixo na praia é coisa de Terceiro Mundo, uma surpresa: a sujeira mais visível do Mediterrâneo é justamente aquela produzida pelo turismo.
O estudo calcula que todo ano 15 milhões de toneladas de detritos - principalmente garrafas e outras embalagens plásticas - são lançados nas areias e nas águas azuis das praias da Itália, da França e da Espanha. Cerca de 30% desses detritos permanecem visíveis na superfície e os demais 70% são responsáveis por um enorme estrago na fauna. Focas e tartarugas confundem os objetos plásticos com alimentos e os transformam em refeições fatais. Calcula-se que 50 000 focas morram por ano dessa forma, número dez vezes superior ao das que são capturadas por caçadores.
Com 46 000 quilômetros de costa densamente ocupados, o Mediterrâneo sofre também com 9 milhões de toneladas de resíduos industriais e domésticos não tratados que chegam a suas águas todo ano. Nas cidades litorâneas da Itália, apenas 63% da população está conectada a redes de tratamento de esgoto. Já a Grécia contribui com 70% da poluição por produtos químicos utilizados na agricultura, lançados em rios que deságuam no Mediterrâneo. Os 220 000 navios que fazem rota em suas águas despejam nelas anualmente 630 000 toneladas de petróleo, provenientes tanto de acidentes como de operações de carga e descarga.
Qualquer solução para tornar o Mediterrâneo menos poluído esbarra nas enormes diferenças econômicas e culturais dos países que ele banha. Uma legislação para evitar a poluição dos rios que nele deságuam, por exemplo, teria de ser aprovada por nações tão díspares quanto Líbia e França, Espanha e Argélia. A Unep, agência da ONU para questões ambientais, mantém um plano de ação para combater a sujeira no Mediterrâneo, mas encontra dificuldade em conseguir dados oficiais de diversos países sobre as atividades que geram poluição. Enquanto o plano não avança, torce-se para que os turistas façam sua parte.

Continue lendo >>

Seguidores

ss

  ©Template Blogger Writer II by Dicas Blogger.

SUBIR